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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

The First Descendant: História, Combate, Descendentes e Análise Completa do Looter Shooter da Nexon

The First Descendant: História, Combate, Descendentes e Análise Completa do Looter Shooter da Nexon

Entre na guerra por Ingris, enfrente Colossi gigantes e descubra se o novo shooter gratuito realmente vale o seu tempo.


1. Contexto e História – A Guerra por Ingris

The First Descendant não perde tempo em jogar você no meio de um conflito de proporções épicas.
O planeta Ingris já foi um lugar de prosperidade, mas hoje é um campo de batalha arrasado, marcado por crateras, ruínas e o cheiro de pólvora no ar. Essa devastação é obra dos Vulgus, uma raça alienígena avançada e impiedosa, e dos colossais Colossi, criaturas titânicas cuja simples presença transforma qualquer combate em uma luta pela sobrevivência.

O motivo dessa invasão? Uma fonte de energia lendária e misteriosa chamada Ironheart — um recurso tão poderoso que pode alterar o equilíbrio do universo. Para os Vulgus, ela é a chave para dominação total; para a humanidade, é a última esperança.

Mas, em meio à escuridão, surge uma centelha inesperada. Um grupo dissidente entre os próprios Vulgus, conhecido como Magisters, decide trair sua espécie. Eles revelam aos humanos um segredo capaz de mudar o jogo: o Gene Arche. Esse código genético, quando despertado, concede habilidades sobre-humanas, transformando pessoas comuns em Descendants — guerreiros únicos, com poderes e especializações que fazem frente até aos maiores Colossi.

E é aqui que você entra. Como um dos Descendants, você não é apenas mais um soldado na linha de frente — você é a ponta da lança dessa resistência. Sua missão não é só atirar e sobreviver, mas proteger os últimos bastiões da humanidade, desbravar territórios inimigos, enfrentar criaturas que mais parecem saídas de pesadelos, e desvendar a verdadeira natureza do Ironheart.

A história é narrada em um ritmo que mistura cutscenes cinematográficas, diálogos de briefing com personagens excêntricos e missões que vão de infiltrações furtivas a confrontos explosivos. Ainda que alguns jogadores sintam falta de uma narrativa mais profunda, a ambientação e a escala das batalhas fazem você sentir que cada missão é parte de um capítulo maior de uma guerra pela sobrevivência da sua espécie.

Seja você o jogador que gosta de explorar cada detalhe do lore ou aquele que vive pela adrenalina do próximo tiroteio, The First Descendant coloca na sua mão o destino de Ingris — e cobra caro por cada vitória.

2. Mecânicas de Combate – Onde o Tiro Encontra a Estratégia

Se a história de The First Descendant é o pano de fundo, o combate é o palco onde tudo acontece — e ele é intenso, estiloso e viciante. Este não é apenas mais um shooter genérico: aqui, cada personagem (Descendant) traz um conjunto único de habilidades que muda completamente a forma de jogar. É aquela sensação de “ok, essa luta é minha” quando você pega um herói que combina com o seu estilo.

📌 Estilo de tiro em terceira pessoa com identidade própria
O jogo é construído sobre uma base sólida de looter shooter: movimentação fluida, tiroteios responsivos e inimigos que vão de soldados comuns a chefões de proporções absurdas. Mas o diferencial está na sinergia entre armas, poderes e mobilidade. Você pode alternar entre rifles de precisão para abater inimigos distantes, escopetas para limpar a linha de frente, ou rifles automáticos para manter a pressão — tudo enquanto solta habilidades devastadoras no meio da troca de tiros.

📌 Sistema de Mods – O DNA da sua build
Aqui não existe “um personagem igual ao outro”. Cada Descendant e cada arma podem ser equipados com mods que alteram status, efeitos e até mecânicas de habilidades. Quer mais dano crítico? Mais resistência? Reduzir o tempo de recarga daquela habilidade que muda o rumo da batalha? É você quem decide. E quanto mais você joga, mais slots de mod desbloqueia, permitindo combinações cada vez mais letais.

📌 Mobilidade de verdade – não é só correr e pular

O combate de The First Descendant é um convite constante para se mover. O grappling hook (gancho) permite alcançar pontos elevados em segundos ou puxar você para cima de um inimigo, criando aberturas para ataques rápidos. Não existe barra de stamina, então o ritmo é frenético: dash, pulo duplo, escalada, reposicionamento… sempre tem um jeito de virar o jogo com agilidade.

📌 Chefões dignos de “raid”
As lutas contra os Colossi não são simples trocas de tiro — são batalhas de mecânica pura. Cada um desses monstros tem pontos fracos, padrões de ataque e momentos de vulnerabilidade. É como se fosse um Monster Hunter sci-fi, onde você e seu esquadrão precisam aprender a ler o inimigo, se comunicar e sincronizar ataques para derrubar um adversário que parece indestrutível na primeira tentativa.

📌 Progressão e desafio
Depois que você domina o básico no prólogo, o jogo abre espaço para o Modo Difícil, que coloca inimigos mais inteligentes, resistentes e agressivos no seu caminho. A recompensa também aumenta: mais recursos, mais loot e mais chances de conseguir aquele item lendário que falta para completar sua build dos sonhos.

No fim, o combate de The First Descendant é sobre controle total: dominar seu personagem, entender o inimigo e usar cada recurso do cenário para transformar uma luta impossível em uma vitória épica. Para quem curte jogabilidade intensa e customização, é o tipo de sistema que faz você pensar “só mais uma missão” às três da manhã.

3. Gráficos e Apresentação – Um Espetáculo Visual em Ingris

Se tem algo que The First Descendant sabe fazer bem é impressionar logo de cara. Ao abrir o jogo pela primeira vez, a sensação é de estar diante de um filme sci-fi AAA, com cenários amplos, cores vibrantes e detalhes minuciosos que dão vida a cada canto do planeta Ingris. Não é exagero dizer que o jogo aproveita o Unreal Engine 5 para entregar ambientes que parecem uma mistura entre fantasia e realismo — e isso é visível até nos pequenos elementos, como partículas de poeira flutuando em um corredor destruído ou o reflexo de luz no metal da sua armadura.

📌 Cenários que contam histórias
Cada mapa é um pedaço de um mundo em guerra: cidades abandonadas que parecem congeladas no tempo, planícies desertas cortadas por destroços de naves alienígenas, florestas densas onde a luz do sol mal consegue atravessar… Não é só cenário, é narrativa visual. Dá para sentir o peso da destruição e o contraste entre a tecnologia alienígena e o que restou da civilização humana.

📌 Efeitos visuais e combate cinematográfico

No calor da batalha, os gráficos brilham ainda mais — e às vezes, literalmente. As explosões iluminam o campo de guerra, as habilidades dos Descendants criam efeitos de luz e energia que preenchem a tela, e cada golpe contra um Colossus gera um impacto visual que faz você sentir a força do ataque. Não é apenas bonito, é funcional: a clareza dos efeitos ajuda a identificar padrões de inimigos e momentos críticos no combate.

📌 Design dos personagens e inimigos
Os Descendants têm um visual que mistura armaduras futuristas com detalhes estilizados, cada um transmitindo a personalidade e função no campo de batalha. Bunny, por exemplo, é puro dinamismo, com efeitos elétricos que acompanham seus movimentos; já Ajax impõe presença com uma armadura robusta e escura, digna de um tanque implacável. Os Colossi, por outro lado, são verdadeiros monstros de design: enormes, intimidadores, e com texturas tão detalhadas que dá para ver cada rachadura e cicatriz no corpo.

📌 Polimento técnico… com ressalvas
Para um jogo gratuito, o nível de acabamento visual impressiona. As texturas são nítidas, os modelos de personagem bem trabalhados e a iluminação dá profundidade aos ambientes. No entanto, alguns jogadores apontam que o estilo artístico pode soar genérico em certos pontos, com aquela “cara de MMO coreano” que, embora bonita, não tem uma identidade tão única quanto jogos com direção de arte mais ousada.

📌 Performance e otimização

Mesmo com tanta beleza na tela, o jogo consegue manter boa performance na maioria das configurações — desde que seu PC esteja preparado. Nas plataformas mais modestas, é possível reduzir efeitos sem perder o essencial da experiência visual.

No geral, The First Descendant entrega um show visual que não serve só para encantar, mas também para amplificar a sensação de escala e impacto em cada combate. É aquele tipo de jogo que você para, mesmo no meio de uma missão, só para girar a câmera e apreciar a paisagem — até lembrar que um Colossus gigante está vindo na sua direção.

4. Recepção e Comunidade – Entre o Hype e a Frustração

Se você perguntar sobre The First Descendant em qualquer fórum gamer, prepare-se para ouvir duas histórias completamente diferentes.
De um lado, há jogadores que defendem o game com unhas e dentes, elogiando o combate eletrizante, as lutas contra os Colossi e o potencial que o sistema de mods oferece. Do outro, há aqueles que largaram o controle depois de algumas dezenas de horas, cansados do grind, da repetição de missões e do modelo de monetização agressivo.

📌 O lado positivo – Quando o jogo acerta, ele acerta em cheio

Para quem curte um bom looter shooter, o gameplay é viciante. A movimentação fluida combinada com habilidades únicas de cada Descendant cria combates dinâmicos, onde você raramente repete o mesmo padrão duas vezes. As batalhas contra os Colossi são citadas como o ponto alto por muitos jogadores — momentos em que o jogo exige estratégia, cooperação e sangue frio para derrubar um inimigo que, à primeira vista, parece imbatível.

A comunidade também celebra a profundidade do sistema de personalização. Construir uma build perfeita, encontrar aquele mod lendário e sentir o impacto real disso no campo de batalha é extremamente gratificante. É o tipo de progressão que dá orgulho de mostrar para os amigos.

📌 O lado negativo – Grind, paywalls e promessas quebradas
Mas nem tudo é tiro, explosão e comemoração. Muitos jogadores reclamam que o grind é excessivo, chegando ao ponto de travar a progressão se você não estiver disposto a investir dezenas de horas repetindo missões ou… abrir a carteira. O modelo free-to-play é descrito por alguns como “pay-to-skip”: não é que você seja obrigado a pagar, mas o jogo claramente te incentiva a acelerar as coisas com dinheiro real.

A história também recebe críticas por ser rasa e cheia de diálogos clichês. Mesmo com cutscenes bonitas e um mundo visualmente incrível, a narrativa não consegue entregar o peso emocional que a guerra por Ingris merecia. Soma-se a isso a repetição de missões — “vá até lá, mate isso, colete aquilo” — e o resultado é que, para alguns, a experiência perde o brilho cedo demais.

📌 O impacto na base de jogadores

O reflexo disso tudo é visto nos números: The First Descendant perdeu 96,4% dos jogadores no Steam apenas seis meses após o lançamento. É uma queda brutal, que mostra como manter a comunidade engajada é um desafio tão grande quanto derrotar um Colossus.

📌 A chama que ainda queima
Apesar disso, ainda existe um núcleo fiel de jogadores que acreditam no potencial do game. Eles se organizam em clãs, compartilham builds, fazem guias detalhados e participam ativamente dos eventos sazonais. Para esses fãs, cada atualização é uma chance de ver The First Descendant evoluir e talvez conquistar de volta aqueles que foram embora.

Em resumo: a recepção é um reflexo direto da experiência individual. Se você é o tipo de gamer que adora otimizar builds, encarar chefões desafiadores e não se importa com grind, há muito para aproveitar. Mas se espera uma narrativa profunda e recompensas rápidas, talvez essa jornada por Ingris se torne cansativa mais cedo do que deveria.

5. Descendentes e suas Versões Ultimate – A Lendária Evolução

Descendentes Básicos — Quem Eles São e Como Você Ganha

No começo, você escolhe entre três heróis muito distintos: Viessa, a caçadora fria; Lepic, o granadeiro explosivo; e Ajax, o guardião robusto. Depois de derrotar o primeiro Colossus em Kingston, o veloz Bunny junta-se à briga.

Mas não para por aí. Outros Descendentes como Blair, Sharen, Enzo, Gley, Valby e mais podem ser desbloqueados via pesquisa na Anais em Albion, ou comprados com Caliber — aquela moeda que faz seu coração bater ou suar ao pagar a fatura.

O Que Muda com os Ultimate Descendants?

Ultimate Descendants são versões turbinadas dos heróis que você já conhece — visual dourado digno de loot raro, stats melhores e aquele impacto nos campos de batalha que te faz sentir um verdadeiro herói.

O que eles têm de especial:

  • Atributos aumentados: mais HP, mais defesa e escudo, coisa de peso.

  • Slots de mods já catalisados: você já começa com slots especiais ativados — economiza aquele grind até o nível máximo.

  • Módulos Transcendentes exclusivos: moves que transformam sua gameplay — como a Ultimate Gley detonando Life Spheres contra os inimigos.

  • Visual premium: dourado, imponente e impossível de ignorar no lobby ou durante uma raid épica.


Como Desbloquear Esses Poderosos?

Para desbloquear um Ultimate, prepare-se para um forte farm:

  • Materiais necessários (cada tipo): Enhanced Cells, Stabilizer, Spiral Catalyst e Code específicos para aquele Descendant.

  • Preço de pesquisa: 900 000 Gold — ou você pode economizar tempo, mas gastar calibre real (3 000 a 5 000 Caliber por bundle).

  • Rota grátis: grindando missões, Void Intercepts, bosses e reagindo ao loot — paciência e persistência são o nome do jogo.



Foco na Comunidade e Controvérsias
  • História não é compartilhada: cada versão, normal ou Ultimate, começa do zero. Nada carrega—skills, mods e stats são exclusivos. Precisa lvl 40 de novo se quiser aquele status elevado.

  • Muitos pedem um sistema de ascensão, onde o normal vira Ultimate e mantém progressão — os devs estão atentos, mas ainda não implementaram.

  • Alguns jogadores dizem que a diferença não parece muito no papel, mas certos mods exclusivos fazem a real diferença no fim do dia.

Em resumo — Vale a Pena?

Sim! Se você já está investindo tempo e quer um herói que entrega visual, performance e aquele feeling de “agora eu sou o escopo”, os Ultimate Descendants são o grande upgrade final. Só lembre: é um investimento de ouro e tempo, mas a recompensa visual e tática faz valer cada segundo.

6. Conclusão – Uma Jornada Entre o Épico e o Repetitivo

The First Descendant é como aquele amigo que chega na festa usando uma armadura brilhante, soltando raios e prometendo que vai ser a melhor noite da sua vida… e realmente entrega momentos incríveis, mas também some no meio da diversão e te deixa encarando a pista vazia.

Quando o jogo acerta, ele acerta em cheio:

  • Visualmente é de cair o queixo — cenários que dão vontade de fazer print screen e guardar como papel de parede, chefes que mais parecem saídos de um anime sci-fi de alto orçamento, e animações de combate que transformam cada batalha em um espetáculo.

  • No gameplay, os Colossi são o ponto alto. Encarar essas criaturas gigantes é intenso, exige estratégia, comunicação e aquela satisfação indescritível quando o último golpe derruba o monstro.

  • O sistema de Descendentes é viciante. Você sempre está pensando na próxima build, no próximo personagem para desbloquear ou na versão Ultimate que vai fazer sua gameplay brilhar ainda mais.



Mas… (e aqui está o “mas” que divide a comunidade)

  • O grind pode ser exaustivo, a ponto de transformar diversão em tarefa.

  • O modelo de monetização é agressivo, e o jogo não tem vergonha de mostrar que existe um caminho pago para acelerar as coisas.

  • A história não empolga como poderia, e perde a chance de usar o incrível mundo de Ingris para criar um enredo realmente memorável.

No fim das contas, The First Descendant é aquele game perfeito para quem ama buildar personagens, otimizar performance, trabalhar em equipe contra chefes absurdos e não se importa com um farm longo para conquistar recompensas de alto impacto. É um jogo que brilha mais quando você joga com amigos, organiza estratégias no Discord e vibra junto a cada vitória.

Minha nota:7,5/10
Um looter shooter visualmente espetacular, com mecânicas sólidas e combates épicos, mas que ainda precisa encontrar um equilíbrio melhor entre diversão, narrativa e monetização.

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